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Hiperatividade e Déficit de Atenção

 

A população adulta e infantil que sofre de déficit de atenção já pode contar com uma nova opção na psicoterapia: o Biofeedback. Trata-se de um novo método utilizado para tratar um tema que exige algumas observações, conhecido como distúrbio de atenção nos adultos e como hiperatividade, nas crianças.
  
Os adultos que apresentam dificuldades de realizar mais que uma ou várias atividades ao mesmo tempo, podem sofrer deste distúrbio, muitas vezes não percebido pelo paciente, nem detectado por médicos. Já o comportamento das crianças que são muito ativas, tem energia para dar e vender, sequer prestam atenção em um mesmo assunto ou mesma atividade e não param nem um minuto, podem estar com problemas relacionados ao tema.
  
Na psicoterapia, o Biofeedback foi desenvolvido desde o início por psicólogos para trabalhar também problemas psicopatológicos como este, visando tornar consciente as funções corporais normalmente inconscientes, como pulso, digestão e temperatura corpórea, através de técnicas de monitoramento, proporcionando ao indivíduo o desenvolvimento de controle por aprendizagem implícita. Novos insights estabelecem-se entre o comportamento biológico e mental, sendo possível o avanço de sua integração, através desta técnica, de maneira científica. Picos de sinais elétricos musculares, de atividade elétrica ou de temperatura, entre alguns, são detectados e traduzidos toda vez que for ativado e tensionado.
  
São poucos os psicólogos que utilizam a técnica no Brasil. Uma das profissionais a adotar o método é a psicóloga, Dra. Dirce M. Navas Perissinotti, que o utiliza em seu consultório, desenvolve pesquisas no Hospital das Clínicas de São Paulo e também integra a equipe do Hospital Nove de Julho em São Paulo.
  
Pesquisas vêm, dia a dia, revelando que a aprendizagem obtida pelo processo involuntário tem eficácia e efetividade mais vantajosas que outras técnicas, tanto para os sistemas de saúde, como para os serviços assistências e, principalmente, para os doentes.
  
Além de o método ser indicado ao alívio e combate desse distúrbio, é capaz de tratar também, problemas psicofísicos e vem sendo utilizado na medicina e na psicoterapia para curar e solucionar diversas patologias, entre elas, a dor crônica, um mal que aflige uma grande parte da população mundial, transtornos de ansiedade, cefaléias tensionais, enxaquecas, disfunções do sistema digestivo, incontinência urinária e fecal, hipertensão arterial, arritmias cardíacas, déficits atencionais, problemas circulatórios (Doença de Raynauld), depressão leve, epilepsia, técnicas de manejo do estresse, déficit de atenção, distúrbios de sono, entre outros.
  
A palavra inglesa biofeedback poderia traduzir-se por "bio-retroinformação", posto que seus componentes são a palavra grega "bio" (vida) e a palavra inglesa "feedback" que as ciências eletrônicas traduzem-na como "retroinformação".
  
Define-se a bio-retroinformação como uma técnica que incrementa a capacidade do indivíduo para controlar, até certo ponto, voluntariamente as atividades fisiológicas pelo fato de fornecer informações acerca das mesmas.
  
Segundo Dra. Dirce M. N. Perissinotti, "o biofeedback é um tratamento sério e permite um trabalho psicológico mais rápido e eficiente. Em pacientes de diversas idades foi notadamente perceptível a mudança, quando comparados a métodos de psicoterapias habituais, onde o resultado é mais demorado. A técnica pode ser utilizada de forma conjunta com a psicoterapia ou separadamente".
  
O tratamento através do biofeedback envolve sessões regulares no período de poucas semanas. Para alguns tratamentos, são recomendadas de 10 a 15 sessões, outros casos como a reabilitação de situações mais complexas, requerem de 40 a 50 sessões.
  
Dados Hiperatividade

A hiperatividade é caracterizada pela movimentação excessiva do indivíduo, falta de atenção, impaciência, impulsividade, distração, impossibilidade de focalizar a atenção por muito tempo em um determinado objetivo. Para o estudante, principalmente no início de sua vida escolar, acarreta problemas de rejeição, dúvidas quanto à sua capacidade intelectual, baixa estima em várias situações.

É também eventualmente chamado de Síndrome de Déficit de Atenção ou ainda Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade. Os sintomas de hiperatividade, impulsividade ou desatenção devem estar presentes antes dos sete anos. Pessoas com DDAH geralmente apresentam os três tipos de problemas, porém com diferentes graus de intensidade.

Esses problemas devem estar presentes em pelo menos dois ambientes diferentes (por exemplo: em casa, na escola, ou no trabalho) e deve haver uma clara evidência de interferência com o adequado desenvolvimento da funcionalidade social, acadêmica ou ocupacional.

DDAH é um dos distúrbios neuro-comportamentais mais freqüentemente diagnosticados na infância, afetando crianças desde a primeira fase, passando pelo período escolar e chegando à vida adulta.

Historicamente o diagnóstico de DDAH tem sido dificultado devido às discordâncias sobre sua natureza: um distúrbio cerebral biológico ou uma resposta comportamental a certos ambientes, tais como a escola ou outras situações onde foram colocadas demandas sobre a criança.

 

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